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Metadados: quanto custa isso?(*)
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Escrito por Adrienne Tannenbaum   

Eis a pergunta que, invariavelmente, se faz ao profissional responsável pela gestão dos recursos tecnológicos, assim que ele propõe a criação de um sistema metadados. Prepare-se para respondê-la! Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que os custos do projeto não se limitam à compra da licença de software. Além dela, há que computar as despesas com serviços de consultoria – indispensáveis para que se faça um levantamento abrangente e preciso das necessidades da empresa e a partir do qual será possível dimensionar e projetar o sistema.

Também influem no custo final do projeto aquilo que convencionamos chamar de metamodelos; isto é, a determinação, categorização e organização do que conhecemos como “requisitos de metatados”, aliás, definidos já no trabalho de consultoria. Outros fatores de peso são a visualização, acesso, segurança e interfaces, que vão orientar a elaboração do projeto arquitetônico.

 

Tudo isso demanda emprego de recursos humanos, internos e externos, incluindo a eventual contratação de novos funcionários para administrar ou gerir a solução de metadados. A maioria das empresas costuma atribuir tarifas cheias às horas trabalhadas, sendo que, na maioria das vezes, o valor pago às equipes externas (consultores e fornecedores) é fixado em contrato. Nesse caso, chega-se ao “custo de mão-de-obra” multiplicando-se o tempo necessário à realização da análise preliminar dos requisitos pela taxa horária (ou diária) para cada recurso. Mas a lista dos itens que compõem o custo final de montagem de um sistema de metadados não pára por aí. É preciso considerar, igualmente, a compra de hardware, as taxas de customização e consultoria de produto, cobradas pelos fornecedores após a instalação, assim como os valores pagos a título de treinamento e manutenção anual.

 

Finalmente, é preciso computar os custos dos processos de busca, localização, interpretação, integração e reorganização das informações, fases nas quais as equipes despendem maior número de horas de trabalho. E não por acaso. Não se deve esquecer, afinal, que a “informação” e os “dados” que buscamos e avaliamos não são, tão-somente, aqueles estampados em relatórios. Boa parte está dispersa em documentos de várias naturezas, inteiramente fora das bases de das bases de dados.

 

O total do investimento deve ser avaliado segundo unidade de tempo padrão (custo anual, por exemplo), a partir do prazo fixado para concluir a primeira etapa do projeto. Geralmente, o primeiro rollout ocorre, no máximo, em seis meses.

 

Não perca, na próxima edição, dicas de como calcular o ROI (Return of Investment).

 

(*) resumo do texto original, publicado na home page da PHD Brasil (www.phdbrasil.com.br)

 

Adrienne Tannenbaum, autora de vários livros sobre metadados, é presidente da Database Design Solutions, Inc. (www.dbdsolutions.com), consultoria especializada no fornecimento de "informação sob demanda" ( Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email )

 
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